quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Eu não sei.

Não sei quem tocou em quem. Não sei quem chamou quem. Quem puxou o outro até si. Não sei qual de nós desviou o outro do seu caminho e o fez entrar por outra vida adentro. Não sei qual de nós trocou o coração de lugar. Não sei quem falou primeiro e não deixou o outro calar. Não sei quem não larga e não deixa o outro ausentar-se. Não sei quem jogou o primeiro jogo e deixou o outro ganhar.
Não sei quem renasce quando o outro sorri. Não sei quem morre um pouco quando o outro se afasta. Não sei qual é o carente ou quem de nós quer mais mimo.
Já não sei se eu, sou tu. Ou se tu, és eu. 
Acho que somos apenas nós. 
E isso basta-me.

sábado, 27 de dezembro de 2014

E agora?


E agora que mais um ano está quase no fim:
Fizeste tudo aquilo que querias?
Tiveste um ano que te realizou?
Deste todos os sorrisos que querias?
Tiveste as conversas que te apetecia?
Deste todos os beijos?
Recebeste todos os abraços que precisavas?
No fim de mais um ciclo: consegues deixar neste ano que acaba aquilo que não te realiza?
Chegas a 2015 como uma pessoa completa?
No acabar de um ano difícil: consegues ir buscar a tua felicidade ao ano que chega?
Restam-te sonhos para ires realizar?
Em 2015: vais, por fim, fazer por ser feliz?

Tantas perguntas que não consigo responder. Este ano de 2014 foi completamente atípico! Saí de todas as minhas "zonas confortáveis" por algo que acreditava. Terá valido a pena? Por vezes acho que sim mas há aqueles dias em que me sinto mais em baixo (são raros mas existem) e que tudo parece não ter fim à vista! Mas, um dia, tudo valerá a pena (ao menos quero pensar que sim).

sábado, 20 de dezembro de 2014

Resolve


Resolve os teus dias.

Deslinda o teu querer.

Descobre o teu caminho.

Dissipa os teus medos.

Descansa ansiedades.

Clarifica prioridades.

Soluciona(-te).

Põe(-te) em causa.

Procura o teu sorriso.

Descobre onde está o teu abraço.

Busca a tua felicidade.

Acalma o coração.

Descansa o corpo.

Resolve as tuas ideias.
Tenho saudades tuas.


- Rita Leston -

sábado, 22 de novembro de 2014

Sim, gosto de ti (...) ponto.

Sim, gosto de ti (...) ponto.
Não vou dizer nem que muito, nem que pouco.
Porque pouco não sinto, e muito também não.

Gosto de ti (...) ponto.
Não vou dizer nem que muito, nem que pouco.
Porque pouco é nada, e muito é indefinido.

Sim, gosto de ti (...) ponto.
Não vou dizer nem que muito, nem que pouco.
Porque o que sinto alimenta, e o que não sinto satisfaz.

Sim, gosto de ti (...) ponto.
Não vou dizer nem que muito, nem que pouco.
Porque o dizer é nada,  e medir é limitar.

Sim, gosto de ti (...) ponto.
Não vou dizer nem que muito, nem que pouco.
Porque o que digo é reduto, e o que não digo redutor.

Não sei se o que sinto chega, se o que não sinto  basta.
Não sei  comparar isto que sinto, não sei adivinhar, o que ainda não sinto.
Sei que gosto, ponto, e isso é suficiente, basta.