Sim, gosto de ti (...) ponto.
Não vou dizer nem que muito, nem que pouco.
Porque pouco não sinto, e muito também não.
Gosto de ti (...) ponto.
Não vou dizer nem que muito, nem que pouco.
Porque pouco é nada, e muito é indefinido.
Sim, gosto de ti (...) ponto.
Não vou dizer nem que muito, nem que pouco.
Porque o que sinto alimenta, e o que não sinto satisfaz.
Sim, gosto de ti (...) ponto.
Não vou dizer nem que muito, nem que pouco.
Porque o dizer é nada, e medir é limitar.
Sim, gosto de ti (...) ponto.
Não vou dizer nem que muito, nem que pouco.
Porque o que digo é reduto, e o que não digo redutor.
Não sei se o que sinto chega, se o que não sinto basta.
Não sei comparar isto que sinto, não sei adivinhar, o que ainda não sinto.
Sei que gosto, ponto, e isso é suficiente, basta.

Sem comentários:
Enviar um comentário