sábado, 22 de novembro de 2014

Sim, gosto de ti (...) ponto.

Sim, gosto de ti (...) ponto.
Não vou dizer nem que muito, nem que pouco.
Porque pouco não sinto, e muito também não.

Gosto de ti (...) ponto.
Não vou dizer nem que muito, nem que pouco.
Porque pouco é nada, e muito é indefinido.

Sim, gosto de ti (...) ponto.
Não vou dizer nem que muito, nem que pouco.
Porque o que sinto alimenta, e o que não sinto satisfaz.

Sim, gosto de ti (...) ponto.
Não vou dizer nem que muito, nem que pouco.
Porque o dizer é nada,  e medir é limitar.

Sim, gosto de ti (...) ponto.
Não vou dizer nem que muito, nem que pouco.
Porque o que digo é reduto, e o que não digo redutor.

Não sei se o que sinto chega, se o que não sinto  basta.
Não sei  comparar isto que sinto, não sei adivinhar, o que ainda não sinto.
Sei que gosto, ponto, e isso é suficiente, basta.